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09.09.2026 Читать источник
Santos Brasil инвестирует в модернизацию терминала и реализует экологические инициативы
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Оператор портовых терминалов Santos Brasil объявил о планах по модернизации инфраструктуры и внедрению устойчивых практик в рамках своей стратегии декарбонизации. Компания, недавно приобретенная французской группой CMA CGM, продолжает инвестировать миллиарды в развитие активов и социальные проекты.
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Valor 1000: Santos Brasil foca em descarbonização e eficiência energética para aumentar competitividade
A Santos Brasil, campeã do setor de Transportes e Logística do Valor 1000, investe na modernização do Tecom Santos para ampliar a capacidade do terminal e implementar iniciativas sustentáveis
A sustentabilidade está hoje no centro da estratégia da Santos Brasil, uma das principais operadoras de terminais portuários do país. Criada há 28 anos para operar o Tecom Santos (SP), um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, a companhia já investiu mais de R$ 9 bilhões em aquisições, expansões, novos equipamentos e tecnologia, sempre com avanços contínuos e permanentes no campo da sustentabilidade, segundo Antônio Carlos Sepúlveda, campeã do setor de Transportes e Logística do Valor 1000, parceria entre o Valor e a Época NEGÓCIOS.
“A descarbonização do setor marítimo e a eficiência energética são atualmente as maiores preocupações na nossa estratégia de negócio”, afirma. Algo que, segundo ele, não poderia ser diferente. “O setor de transporte contribui com 30% das emissões de carbono do mundo, e a navegação tem peso relevante nisso”, diz. É por essa razão que todos os planos de investimentos e orçamentos da companhia contemplam essas áreas do negócio, explica.
Com 3.870 funcionários e mais de 9,4 mil clientes, a Santos Brasil opera no país por meio de oito terminais estrategicamente localizados. Três deles são de contêineres (o Tecon Santos, em São Paulo; o Tecon Imbituba, em Santa Catarina; e o Tecon Vila do Conde, no Pará); um é destinado a veículos, em Santos, outro a carga geral, em Imbituba, e os outros três, a granéis líquidos, em Itaqui (MA).
A modernização do Tecom Santos, iniciada em 2019, para ampliar a capacidade do terminal para 3 milhões de TEUs – unidade padrão que mede a capacidade de carga dos contêineres de um navio –, por exemplo, já conta com várias iniciativas sustentáveis. O projeto, que receberá investimentos totais de cerca de R$ 3 bilhões (R$ 2,55 bilhões já realizados), está, segundo o executivo, perfeitamente alinhado ao plano de transição climática da Santos Brasil: prevê redução de 70% das emissões originadas dentro da empresa e por caminhões e equipamentos pesados no terminal, além de queda de 47% nas emissões causadas pela movimentação de cargas pelos usuários.
Um dos pilares desse processo, que vem ocorrendo de forma gradual, é a substituição de equipamentos movidos a diesel por alternativas elétricas. O terminal opera atualmente com 54 guindastes de movimentação vertical. Desse total, 16 já são elétricos; outros 16 serão eletrificados em 2028 e os 14 restantes, até 2030. “É um investimento de R$ 500 milhões e está dentro do projeto de neutralizar 70% das emissões de carbono da empresa até 2050”, ressalta Sepúlveda.
O projeto contempla ainda criação de novas áreas de armazenagem no pátio do terminal, aquisição e expansão de tecnologia como modelagem, 3D, Digital Twin, Internet das Coisas, realidade aumentada e uso de inteligência artificial para aprimorar a redução de movimentos desnecessários, tanto de pessoas quanto de equipamentos. Além disso, a empresa realizou em julho a primeira operação de abastecimento de um navio porta-contêineres com etanol no Brasil, iniciativa considerada um marco para a descarbonização do transporte marítimo.
Ações no eixo social também fazem parte do movimento pró-sustentabilidade e procuram fortalecer o compromisso da companhia com a sociedade. “Nosso trabalho na área social é mudar o futuro das pessoas”, afirma Sepúlveda. Segundo ele, atualmente estão em execução 55 projetos socioambientais voltados, basicamente, à educação e à formação profissional. “Alguns são integrados à empresa, mas a companhia também busca nas comunidades do entorno pessoas em situação de vulnerabilidade e procura auxiliá-las a adquirir ferramentas capazes de transformar suas vidas”, explica.
Para Sepúlveda, um grande impulso na direção da transição energética renovável veio com a aquisição, em 2025, da totalidade das ações da Santos Brasil pela multinacional francesa CMA CGM, um dos maiores grupos de transporte e logística do mundo, especialmente no transporte marítimo de contêineres. O grupo é signatário do Pacto Global das Nações Unidas que visa mobilizar empresas em prol do avanço da sustentabilidade e alcançar o equilíbrio das contas climáticas, até 2050.
A conclusão do processo de venda da Santos Brasil encerrou um ciclo de elevada criação de valor da empresa no mercado de capitais brasileiro, com mais de R$ 3,5 bilhões distribuídos em proventos aos acionistas nos últimos oito anos, além de expressiva valorização de mercado desde 2018, com alta de 500% na cotação das ações, no período.
Os bons resultados alcançados pela companhia demonstram o acerto dessa estratégia, avalia Sepúlveda. No ano passado, a Santos Brasil encerrou com lucro de R$ 871,7 milhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida consolidada superou R$ 3,6 bilhões em 2025, consolidando crescimento de 25% em comparação ao ano anterior. Nos terminais de contêineres e carga geral, o volume movimentado totalizou 1.617.829 contêineres em 2025.
Os resultados refletem também a consolidação de um ciclo estratégico construído cuidadosamente, com visão de longo prazo, disciplina na execução e rigor na alocação de capital — fundamentos que vêm sustentando, de forma consistente, o crescimento da companhia, explica o executivo. “A nossa visão de longo prazo faz com que a gente passe pelas crises, contorne as dificuldades do cenário econômico-financeiro, mantendo nosso ritmo de investimentos com uma oferta de serviços de excelência”, afirma.
“Em 2020/2021, durante a pandemia da Covid, a empresa não alterou em nada seus planos de investimentos porque acreditávamos que o Brasil tinha o comércio exterior como uma parte importante de sua equação econômica”, acrescenta.
Em 2025, a Santos Brasil investiu R$ 646 milhões nos seus ativos. Segundo o executivo, essa decisão, baseada em uma análise estruturada da evolução da demanda, permitiu antecipar pressões sobre a infraestrutura portuária e preparar a empresa para crescer com eficiência e elevado nível de serviços.
As perspectivas de expansão dos negócios da companhia nos próximos anos, portanto, continuam positivas, observa Sepúlveda. E há bons motivos para isso, diz. Ele considera que o Brasil continua ganhando mercado no mundo, destaca que o agronegócio brasileiro é imbatível, e lembra que a Santos Brasil atua também fortemente em áreas como mineração, óleo e gás. E isso vale muito nos momentos de juros altos, de desequilíbrio fiscal, como o país tem atravessado ultimamente, explica. “Acho que o tripé visão de longo prazo, cuidar muito bem da execução dos projetos de negócios e ter austeridade financeira têm sido os grandes drives de desenvolvimento da companhia
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