Португальский Экология
04.09.2026 Читать источник
Второй «Биг Дэй» синих ара: зафиксировано 1 313 птиц в шести странах

Вторая волна подсчета синих ара привлекла участников из Бразилии, Боливии и Парагвая, где было зарегистрировано более 1,3 тысячи особей. Мобилизация охватила 31 муниципалитет в шести бразильских штатах и позволила уточнить данные о распространении вида.
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Segundo Big Day das Araras Azuis reúne 1,3 mil registros
Mobilização alcançou seis estados brasileiros, Bolívia e Paraguai
Sexta-feira, 04 Setembro de 2026 - 15:50 | Sandra Salvatierre
A segunda edição do Big Day das Araras Azuis registrou 1.313 araras-azuis na natureza e ampliou o alcance da mobilização em defesa da conservação da espécie. Realizada nos dias 1º e 2 de agosto, a iniciativa reuniu participantes em diferentes regiões e contabilizou 1.095 registros no Brasil, 208 na Bolívia e dez no Paraguai.
No Brasil, a mobilização alcançou 31 municípios dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Goiás, Bahia e Tocantins. A participação permitiu ampliar o conjunto de informações sobre a distribuição da arara-azul e identificar registros em áreas que não haviam sido contempladas na edição anterior.
Registros por estado
1º Mato Grosso do Sul — 493 araras-azuis
████████████████████████████████████████ 493
2º Mato Grosso — 293 araras-azuis
███████████████████████ 293
3º Pará — 240 araras-azuis
███████████████████ 240
4º Goiás — 54 araras-azuis
████ 54
5º Bahia — 10 araras-azuis
█ 10
6º Tocantins — 5 araras-azuis
█ 5
Mato Grosso do Sul liderou o ranking nacional, com 493 araras-azuis registradas, seguido por Mato Grosso, com 293, e Pará, com 240. Goiás contabilizou 54 indivíduos, enquanto Bahia e Tocantins registraram dez e cinco, respectivamente. Os dois últimos estados não haviam apresentado registros na primeira edição do Big Day das Araras Azuis.
Para a presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes, os resultados do Big Day têm importância diante dos desafios enfrentados pela espécie, especialmente em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas.
“Eles podem nos auxiliar muito, por exemplo, se a gente verificar que onde tinha antigamente a ocorrência de araras azuis não está ocorrendo mais, a gente precisa identificar que fatores levaram aquela diminuição ou extinção local e elaborar alguma estratégia para que ela volte a ocorrer” explica Neiva Guedes.
Municípios com mais registros
Os resultados também chamam atenção quando analisados por município. Barão de Melgaço, em Mato Grosso, ficou na primeira colocação, com 261 araras-azuis registradas. Canaã dos Carajás, no Pará, aparece em segundo, com 182, seguido por Miranda, em Mato Grosso do Sul, com 165.
Corumbá e Rochedo, também em Mato Grosso do Sul, ocupam a quarta e a quinta posições, com 131 e 55 registros, respectivamente. Aquidauana completa a relação apresentada, com 41 araras-azuis avistadas.
1º Barão de Melgaço (MT) — 261
████████████████████████████████████████ 261
2º Canaã dos Carajás (PA) — 182
████████████████████████████ 182
3º Miranda (MS) — 165
██████████████████████████ 165
4º Corumbá (MS) — 131
█████████████████████ 131
5º Rochedo (MS) — 55
█████████ 55
6º Aquidauana (MS) — 41
██████ 41
Expedição confirma presença no Tocantins
Uma das mobilizações da segunda edição ocorreu no Tocantins. Na primeira edição do Big Day das Araras Azuis, realizada em 2025, o Instituto Arara Azul não havia recebido registros da espécie no estado.
Diante dessa lacuna, o Instituto Mamede, sediado em Campo Grande, mobilizou uma equipe para percorrer o Jalapão em busca de novos registros.
Maristela Benites, bióloga e educadora ambiental do Instituto Mamede, e Gabriela Mamede partiram de Campo Grande com destino ao Tocantins. Simone Mamede, também integrante da equipe, saiu de Arraias, no estado, em direção ao Jalapão.
A expedição confirmou a presença da arara-azul no Tocantins e contribuiu para ampliar o conhecimento sobre a distribuição da espécie no território brasileiro.
Para Maristela, os resultados reforçam a necessidade de manter pesquisas no Tocantins e em outras regiões do país.
“Somos entusiastas da observação de aves e da ciência cidadã, então foi muito emocionante encontrar as araras-azuis, principalmente por colaborar no preenchimento de lacunas sobre a distribuição da espécie no Brasil e na América do Sul. Ao mesmo tempo, a emoção veio acompanhada de preocupação. Em 2019 registramos um número maior de indivíduos e, nesta expedição, encontramos apenas cinco araras-azuis.”
Educação e comunicação ampliam participação
A mobilização também contou com diferentes formas de participação. No Pará, o influenciador digital Vando Douglas, considerado embaixador da arara-azul no estado, participou das duas edições da iniciativa. Além de contribuir diretamente com a contagem das aves, utilizou as redes sociais para divulgar o trabalho desenvolvido pelo Instituto Arara Azul.
A participação aproximou Vando das ações de pesquisa e conservação e reforçou o uso da comunicação como ferramenta de sensibilização para a proteção da espécie.
No Ceará, onde não há ocorrência de araras-azuis livres na natureza, a participação ocorreu por meio da educação ambiental. O Ecopoint Parque Ecológico e o Zoológico de São Francisco promoveram atividades interativas para apresentar a campanha aos visitantes, explicar a metodologia de contagem e mostrar como a população poderia contribuir.
A proposta foi envolver o público em ações de conservação e ciência cidadã, incentivando os visitantes a mobilizarem familiares e conhecidos nos estados onde a espécie ocorre.
As experiências mostram diferentes caminhos de participação em uma mesma causa. Enquanto no Pará o envolvimento ocorreu por meio da observação, contagem e divulgação da espécie, no Ceará a iniciativa foi trabalhada a partir da educação, sensibilização e mobilização.
Conservação depende de participação coletiva
O Big Day das Araras Azuis busca aproximar a sociedade da natureza e ampliar o envolvimento da população com a conservação da espécie. A iniciativa também evidencia que a proteção da biodiversidade depende de uma rede de pessoas, instituições e parceiros.
Nos três países participantes, mais de 200 pessoas estiveram envolvidas na ação. Mesmo aqueles que não conseguiram encontrar araras-azuis participaram da mobilização e contribuíram para fortalecer a causa.
BIG DAY DAS ARARAS AZUIS — 2026
- 1.313 araras-azuis registradas
- 1.095 no Brasil
- 208 na Bolívia
- 10 no Paraguai
- 3 países participantes
- 6 estados brasileiros alcançados
- 31 municípios mobilizados
- Mais de 200 pessoas envolvidas
Os 1.313 registros contabilizados em 2026 são resultado desse esforço coletivo, que reúne pessoas interessadas em conhecer, acompanhar e contribuir para a conservação das araras-azuis.
Instituto Arara Azul
Idealizado e liderado pela bióloga e cientista Neiva Guedes, o Projeto Arara Azul nasceu em 1990 e desenvolveu um trabalho científico que contribuiu para transformar o cenário de conservação da arara-azul-grande no Pantanal.
Em 2003, foi criado o Instituto Arara Azul, organização não governamental que atualmente atua em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e, mais recentemente, no Pará, no bioma Amazônico, com ações voltadas à conservação da biodiversidade.
Parceiros e apoiadores
O Projeto Arara Azul começou por iniciativa pessoal em 1990, mas sua continuidade ao longo dos anos foi possível por meio de parcerias com empresas, instituições e pessoas.
Atualmente, o Instituto Arara Azul mantém uma política de patrocínio com diferentes categorias de apoio. Entre os patrocinadores estão Fundação Toyota do Brasil, Toyota, Zoo Zurich, Loro Parque, Caramuru, Granado e ADM.
Entre as parcerias estratégicas estão Caiman, Onçafari, Instituto Tecnológico Vale, Vale, Grupo Canopus, Instituto Canopus e Embratur. Também apoiam as ações Nova Unigem, Energisa, Adote um Ninho e Adote um Filhote.
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