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13.08.2026 Читать источник
Anatel признала, что правила мобильной связи не подходят для интернета вещей

Регулятор Бразилии заявил, что нормативная база, созданная для людей, требует пересмотра для связи между машинами. Агентство намерено разработать специальные правила, учитывая различия в требованиях к сети и территориальности для IoT.
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Regulação móvel feita para pessoas pode não servir à IoT, diz Anatel
Anatel avalia diferenças de mobilidade, territorialidade e qualidade de rede para adaptar sua atuação ao mercado de comunicação entre máquinas
O arcabouço regulatório desenvolvido para a telefonia móvel pode não ser adequado a todas as características da Internet das Coisas (IoT). A avaliação foi apresentada pelo superintendente de Competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), José Borges da Silva Neto, nesta quinta-feira, 13, durante workshop realizado pela agência em Brasília.
Segundo Borges, grande parte da regulamentação existente foi construída tendo como referência a prestação de serviços de telecomunicações para pessoas. A expansão da comunicação entre máquinas introduz, porém, modelos de negócio e requisitos técnicos distintos.
“Todo o arcabouço regulatório que foi construído, principalmente por telefonia móvel, foi construído em cima da perspectiva de serviços para pessoas”, afirmou. Na avaliação do superintendente, o avanço do IoT está provocando uma mudança que precisa ser compreendida pelo regulador.
Borges associou esse processo à evolução das redes. Segundo ele, enquanto o 4G transformou a comunicação entre pessoas, o 5G, combinado à conectividade por fibra óptica, tende a ampliar a comunicação entre máquinas.
Territorialidade entra em discussão
Uma das diferenças apontadas pelo superintendente envolve a territorialidade. Regras desenvolvidas para a prestação tradicional de serviços móveis a pessoas podem não se aplicar da mesma maneira a determinados modelos de IoT.
Borges usou como exemplo aplicações voltadas a frotas, nas quais a mobilidade é uma característica inerente ao serviço. Já aplicações de monitoramento e sensoriamento podem apresentar outras exigências de qualidade de rede.
“Uma coisa é você fazer monitoramento, sensoriamento, que demanda um tipo específico de qualidade de rede; outro é para você atender justamente frotas, então existe uma questão de mobilidade”, afirmou.
Anatel busca informações do mercado
O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou na abertura do evento que a agência ainda não dispõe de um regramento específico para o segmento, mas já identifica particularidades que exigem uma análise própria.
Baigorri disse ter recebido representantes do mercado para discutir diferentes questões relacionadas ao IoT, incluindo multirrede. Para ele, o momento é adequado para aprofundar a análise e levar as características desse mercado tanto aos entendimentos da área técnica quanto às decisões do Conselho Diretor.
A Anatel pretende usar o diálogo com empresas, academia e governo para reduzir sua assimetria de informações sobre o ecossistema. Entre os temas colocados pela Superintendência de Competição estão barreiras comerciais, relações de exclusividade, insumos essenciais e custos de coordenação entre os participantes da cadeia.
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