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04.09.2026 Читать источник
Louis Vuitton впервые открыла прессе свой центр по реставрации изделий, действующий с 1854 года
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Мaison Louis Vuitton впервые показала журналистам свой специализированный цех Care & Repair, где более 300 мастеров восстанавливают предметы роскоши, сохраняя их историческую аутентичность и семейную ценность. Бренд подчеркивает, что цель службы — продлить жизнь уникальным вещам через бережный ремонт, а не замену на новые изделия.
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Por dentro do ateliê de reparos da Louis Vuitton, que restaura peças de mais de um século
A maison abre pela primeira vez as portas de seu ateliê de Care & Repair à imprensa – revelando como um serviço oferecido desde 1854 mantém vivos objetos transmitidos entre gerações
Atualizado
Desde a fundação da Louis Vuitton, em 1854, a marca sempre ofereceu aos seus clientes um serviço de reparo. O documento mais antigo preservado nos arquivos da maison é uma fatura de conserto de 1871. A durabilidade também se destacava como um valor central nas primeiras publicidades: baús, malas e bolsas eram pensados para viajar não apenas pelo mundo, mas também através do tempo. Se, no início, os consertos eram feitos no próprio ateliê de produção, a partir de 1991, esse departamento ganhou estrutura própria coa criação de um espaço dedicado ao Care & Repair da Louis Vuitton, em Cergy, cidade nos arredores de Paris. Hoje, o local reúne cerca de 300 artesãos em uma área de 800 m² e se consolidou comoo principal polo global da atividade dentro da marca, que tem outras 11 unidades dedicadas ao serviço ao redor do mundo.
“Tratamos a sustentabilidade de forma sistêmica, e a reparabilidade é, sem dúvida, um dos pilares essenciais dos nossos compromissos”, contou à Vogue Christelle Capdupuy, vice-presidente sênior de sustentabilidade da Louis Vuitton, durante uma visita ao espaço – a primeira vez que a maison abriu à imprensa os bastidores dessa operação. Capdupuy explicou como uma cadeia de fornecimento dedicada é essencial para aproximar reparo, rastreabilidade e desenvolvimento de produto.
Na marca, uma nova criação não é produzida de imediato. Ainda na etapa do protótipo, o artesão responsável observa possíveis pontos que possam comprometer a reparabilidade ou a durabilidade da peça e compartilha essas percepções com a equipe de criação. “Cada produto é indexado, o que permite acompanhar seu histórico ao longo do tempo. Quando um mesmo tipo de problema se repete no serviço de Care & Repair, essa informação é comunicada e pode levar a ajustes no design”, explicou Capdupuy.
Os artesãos do Care & Repair passam por um treinamento intensivo de seis meses, seguido por um ano de mentoria e cerca de cinco anos até atingirem o nível de maestria. O trabalho, no entanto, vai muito além da técnica. “Esses objetos carregam valor sentimental. Talvez essa bolsa que estou consertando tenha sidoumpresente dado poruma avó ou alguém querido”, comentou uma das artesãs, que há três anos deixou uma carreira no mercado financeiro para trabalhar no Care & Repair. “Todo dia, aprendo algo novo. Cada intervenção exigeuma leitura cuidadosa, quase íntima, do objeto e de tudo o que ele já viveu”, emenda.
O serviço de reparo pode ser acionado em qualquer loja da Louis Vuitton ou pelo aplicativo da maison. Consertos mais simples, como a troca de rodinhas de uma mala, já podem ser feitos de forma mais rápida em algumas das principais lojas da marca e devem ser gradualmente expandidos para outras unidades, enquanto intervenções mais complexas exigem uma avaliação realizada pelos especialistas. A partir desse primeiro diagnóstico, eles explicam ao cliente as possibilidades de intervenção e o custo estimado do reparo.
“Informamos ao cliente que não estamos aqui para entregar algo novo. O objetivo é preservar a longevidade da peça, comsua singularidade”, explicou Céline Spichal, gerente do Care & Repair da Louis Vuitton. Durante a visita, vi um baú de 1904, passado de geração em geração dentro de uma mesma família, cujo canvas LV permaneceu com os rasgos originais, marcas que não foram apagadas porque o material não pode mais ser reproduzido como no original daquela época. As ferragens foram limpas, o forro interno restaurado e o cinto de couro externo que prende o baú, substituído. Em vez de manter o tom natural do couro recém-inserido, ele foi tingido para se integrar à pátina da peça original, marcada por mais de um século de uso.
Outro artesão, com mais de 12 anos de experiência, relembrou durante a visita uma ocasião em que um cliente pediu a substituição completa de um baú centenário por componentes novos. “Negamos o pedido não apenas porque levaria muito tempo e custaria mais do que adquirir um novo, mas também porque o objeto perderia sua autenticidade. Deixaria de ser uma peça de coleção”, contou. Em outros casos, a recusa acontece quando o objeto já passou por intervenções fora do Care & Repair da Louis Vuitton, o que impede de garantir o mesmo nível de qualidade sobre o resultado final. “Fora isso, a filosofia do nosso serviço é a de que o ‘não’ não é uma resposta”, concluiu.
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