Португальский Политика
13.08.2026 Читать источник
Критика романтизации фавел: как маргинализация мешает социальной эмансипации

Анализ показывает, что превращение бедности в идентичность закрепляет неравенство и препятствует борьбе за права трудящихся. Эксперты призывают к созданию новых политических проектов, которые объединят социальные движения вместо изоляции окраин.
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Periferia sem romantização: o identitarismo periférico
Crítica à romantização das periferias aponta como desigualdade, precarização e marginalização podem ser naturalizadas e afastar a luta pela emancipação social.
Publicado 13/08/2026 16:52
Em tempos de reafirmação de identidades e de fragmentação da luta política da classe trabalhadora, as periferias brasileiras vivenciam um processo de narrativas de romantização das chamadas periferias.
Vem se fortalecendo uma espécie de identitarismo periférico, o qual esconde as contradições do modo de produção capitalista, coloca para debaixo do tapete as relações de exploração e opressão, reduz o universo da visão social de mundo e torna o popular ponto de partida e de chegada. Como se as camadas populares precisassem se nutrir, apenas e exclusivamente, do que faz parte do seu contexto de marginalização social.
O identitarismo periférico coloca em evidência a marginalização como identidade. Esse viés aponta para a acomodação e naturalização das desigualdades econômicas e sociais, inclusive reafirmando a precarização do trabalho como algo positivo com a falsa ideia do “próprio patrão”, condensada nos discursos do empreendedorismo e da uberização.
Essa perspectiva tem consequências no campo institucional das políticas públicas direcionadas para as áreas urbanas marginalizadas e precarizadas, reproduzindo uma lógica de ofertar “mais do mesmo” e não rediscutindo a ampliação do que foi historicamente negado à classe trabalhadora, tanto do ponto de vista da produção simbólica quanto do próprio planejamento urbano capaz de promover qualidade de vida, redução dos impactos ambientais e a ampliação da visão social de mundo.
É fundamental construir uma maioria dentro dos movimentos sociais capaz de impulsionar a incidência política nas áreas marginalizadas e em situações de vulnerabilidade que rompa com o isolamento e a guetização, e que estruture um outro projeto de cidade e de sociedade: que reconheça as particularidades e a necessidade de emancipação da classe trabalhadora, que ao mesmo tempo não negue o popular, mas que se amplie com o que é produzido pela humanidade.
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