Португальский Правосудие
09.09.2026 Читать источник
В Португалии планируют ввести уголовное наказание за использование связей для получения преимуществ в государственных решениях

Представитель Transparency International предложил законодательно квалифицировать «кумушество» как преступление, предусматривающее до трех лет лишения свободы. Новая инициатива также обязывает регистрировать контакты с чиновниками по конкретным делам и требует от публичных компаний публиковать вакансии для руководящих позиций.
Перевод ИИ
Текст статьи доступен на языке оригинала.
Нажмите кнопку «Перевести статью» выше, чтобы сгенерировать перевод с помощью ИИ.
Оригинальный контент
“Meter uma cunha” pode passar a ser crime em Portugal: proposta prevê até três anos de prisão
“Meter uma cunha” para conseguir prioridade, acelerar um processo, evitar um controlo ou obter tratamento preferencial numa decisão pública pode vir a constituir um crime em Portugal. Uma proposta enviada aos partidos com assento parlamentar pretende criar o crime de “intermediação indevida de acesso à decisão pública”, punível com até três anos de prisão ou multa.
Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google
Escolher ›
A iniciativa é de João Ribeiro, membro da direção da secção portuguesa da Transparência Internacional e antigo adjunto de António José Seguro, que apresentou a proposta a título pessoal, enquanto autor dos livros “Anatomia da Cunha Portuguesa” e “O Compadrio em Portugal”.
De acordo com a SÁBADO, o documento chegou no final de julho a todos os partidos representados no Parlamento, com exceção do Chega. João Ribeiro explicou à revista que decidiu não enviar a proposta ao partido por considerar que esta poderia ser aproveitada com “uma dose de populismo”.
O ponto de partida é a ideia de que, enquanto os casos de suborno são raros em Portugal, a “cunha” é uma prática comum e normalizada, capaz de criar desigualdades entre quem dispõe de contactos e quem não tem acesso às mesmas redes.
O que passaria a ser crime?
A proposta não pretende proibir qualquer contacto com deputados, autarcas ou outros responsáveis públicos. O objetivo é atingir intervenções destinadas a conseguir uma vantagem num procedimento ou decisão pública concreta sem que exista um critério legal ou regulamentar que justifique esse tratamento diferenciado.
O novo crime de “intermediação indevida de acesso à decisão pública” abrangeria quem recorresse a relações pessoais, familiares, políticas, partidárias, profissionais, associativas, económicas ou institucionais para tentar influenciar um funcionário ou agente equiparado.
Entre as vantagens procuradas poderiam estar a obtenção de prioridade ou aceleração de um processo, a omissão de um controlo, o acesso a informação que não seja pública ou qualquer outro tratamento preferencial sem fundamento nas regras aplicáveis em igualdade de circunstâncias.
Para que a conduta fosse abrangida, a intervenção teria ainda de ser concretamente capaz de influenciar a tramitação, fiscalização, avaliação ou decisão do processo. A pena prevista na proposta pode chegar aos três anos de prisão ou ser substituída por multa.
Contactos sobre processos concretos teriam de ser registados
Segundo a SÁBADO, a proposta prevê também que as autoridades públicas passem a registar contactos externos relacionados com processos concretos.
Ficariam de fora os contactos de caráter genérico e aqueles que sejam legitimamente realizados por advogados.
Contactar um deputado ou um autarca não se tornaria, portanto, automaticamente proibido. A diferença estaria na finalidade do contacto: quando estivesse em causa uma decisão pública individualizável e o objetivo fosse conseguir prioridade, uma exceção, favorecimento, omissão ou uma decisão contrária aos critérios aplicáveis, o pedido deveria seguir os canais adequados e, quando aplicável, ficar registado.
João Ribeiro defende que é necessário reconhecer que este tipo de comportamento existe e se tornou normalizado, argumentando que prejudica quem não dispõe dos mesmos contactos. Até à semana passada, segundo declarou à revista Visão, apenas o PSD o tinha contactado para marcar uma reunião sobre a proposta.
Lei teria prazo de validade de 15 anos
A proposta apresenta ainda uma característica pouco habitual: o novo regime não seria criado para permanecer indefinidamente na legislação portuguesa.
A lei caducaria ao fim de 15 anos, a menos que a Assembleia da República decidisse expressamente renová-la.
Durante esse período, os resultados seriam avaliados de quatro em quatro anos, tendo em conta fatores como o número de contactos registados, as áreas consideradas mais vulneráveis, os processos disciplinares, contraordenacionais e criminais instaurados, os efeitos nos tempos de decisão, os custos administrativos, a confiança pública e a proteção de denunciantes e cidadãos vulneráveis.
Proposta chega também às empresas cotadas
O projeto não fica limitado ao funcionamento da administração pública. Está igualmente prevista uma extensão ao setor privado, nomeadamente às empresas cotadas em Bolsa.
Neste caso, a intenção é obrigar estas empresas a publicitar oportunidades de emprego para cargos superiores.
João Ribeiro argumenta que é pouco frequente encontrar anúncios para funções de topo, ao contrário do que acontece com estágios e outras posições, defendendo que uma maior transparência permitiria melhorar o acesso a empregos de maior qualidade.
Na sua perspetiva, a ausência de processos públicos de recrutamento para determinados cargos contribui para a ideia de que algumas posições estão reservadas a quem dispõe das relações e dos contactos certos.
Аналитика ИИ и парсинга
Технические детали обнаружения, сопоставления и связывания статьи
Поисковый запрос
«Португалия уголовное наказание кумушество чиновники»
Запрос, сгенерированный ИИ для поиска статьи в веб-источниках
Связанные результаты поиска
Nov 7, 2023 · Уголовное дело связано с проектами зеленой энергетики. Премьер-министр Португалии ушел в отставку из-за подозрений в коррупции (1)
Mar 13, 2025 · После вотума недоверия Луишу Монтенегру грозит уголовное преследование