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07.09.2026 Читать источник
Сенегальская режиссер Жессика Лима выиграла премию «Новые авторы» на фестивале Kugoma в Мозамбике

Сенегальская режиссер Жессика Лима стала победительницей премии «Новые авторы» в категории PALOP на 16-м фестивале Kugoma в Мозамбике, посвятив награду матери, которая прилетела в страну всего за четыре часа до церемонии. Фильм Лимы «Nxka Ba Sulu» о современных отношениях был отмечен жюри среди конкурентов из Кабо-Верде и Анголы.
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Jéssica Lima vence Prémio Novos Autores PALOP e dedica vitória à mãe
Jéssica Lima, realizadora são-tomense, é a vencedora do Prémio Novos Autores PALOP na 16.ª edição do Kugoma – Fórum de Cinema Moçambique. A cineasta dedicou a vitória à mãe, que chegou a Moçambique há apenas quatro horas para assistir à cerimónia.
“ Esta vitória é da minha mãe. Ela sempre viu em mim algo que eu ainda não tinha visto. Conscientemente, viu a sua musa ”, afirmou a realizadora, visivelmente emocionada, no palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), durante a Gala de Premiação do Kugoma.
A mãe de Jéssica viajou de São Tomé até Maputo para testemunhar o momento. Apenas quatro horas depois de ter chegado a Moçambique, viu a filha ser premiada. O gesto deu um tom ainda mais especial à noite de consagração da jovem cineasta.
Nascida em Lisboa, filha de pais são-tomenses, Jéssica cresceu em São Tomé e Príncipe. Foi ali que começou a perceber que o seu interesse pelas artes a colocava num lugar diferente. A cineasta concorreu com o projecto “Nxka Ba Sulu”.
Formada em teatro e cinema pela East 15 Acting School, no Reino Unido, Jéssica tem vindo a construir uma carreira que atravessa diferentes geografias e linguagens artísticas, com destaque para o documentário “Chama-me Maria” (2022), que aborda a violência contra as mulheres em São Tomé e Príncipe e foi distinguido com o prémio de Melhor Curta-Metragem no São Tomé Fest Film.
Além de Jéssica, concorreram na categoria PALOP Grace Ribeiro (Cabo Verde) e Denilson Nzala (Angola).
O júri da categoria PALOP foi composto por Emília Wojciechowska (Cabo Verde), Gabi Ueno e António Maxlhaieie, director de produção do Kugoma.
A Gala de Premiação incluiu ainda a entrega dos Prémios Maxfilm Creative, que distinguem categorias técnicas como melhor realizador, melhor actor, melhor actriz, melhor fotografia e melhor director de caracterização.
A 16.ª edição do Kugoma – Fórum de Cinema Moçambique distinguiu vários jovens cineastas e profissionais do audiovisual. Assane Ramadane venceu o Prémio Novos Autores Moçambique com “A Última Travessia”, uma curta-metragem sobre migração ilegal e tráfico de pessoas. O filme recebeu ainda os prémios de Melhor Tratamento de Som e Melhor Pitch. Na categoria PALOP, a vencedora foi a são-tomense Jéssica Lima, com “Nxka Ba Sulu”, uma ficção sobre relacionamentos contemporâneos. Gamito Fumane recebeu uma Menção Honrosa por “Chamas”.
Nos Prémios Maxfilm Creative, “Submergido” foi o grande destaque, com Idelfonso Colaço a vencer Melhor Director de Fotografia, Ariel Añez Melhor Realizador e Dino Cumbane Melhor Actor. Moya Langa venceu Melhor Actriz pelo filme “Chamas”. O Prémio Destaque Afro-Brasil foi atribuído à curta-metragem brasileira “Um Oceano Inteiro”, produzida por Carolina Porto e realizada por Carine Fiúza e Bruna Dias. O Kugoma 2026 integrou pela primeira vez actividades do FilmLab Moçambique e decorreu no CCFM, Museu Mafalala, Chapa 100 e Netkanema.
Fonte – Rede PALOP – TL
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