Португальский Медицина
24.08.2026 Читать источник
Henrique Prata создал крупнейший в Латинской Америке бесплатный онкологический центр, оказавший более 2 млн услуг в 2024 году

Фармер Henrique Prata возглавил семейную организацию, превратившуюся в Hospital de Amor — крупнейший в Латинской Америке центр онкологии с 100% бесплатным лечением. В 2024 году учреждение провело более двух миллионов консультаций и процедур для пациентов из 2,5 тысячи муниципалитетов Бразилии.
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Há pessoas que conhecemos pessoalmente e admiramos. Outras, mesmo sem qualquer convivência, conquistam nosso respeito pelo que fazem. Henrique Prata está, para mim, nesse segundo grupo. Não o conheço, mas admiro profundamente sua obra.
Fazendeiro, Henrique poderia ter dedicado sua vida apenas aos próprios negócios. Escolheu também outro caminho. Em 1989, assumiu a missão iniciada por seus pais, os médicos Paulo Prata e Scylla Duarte Prata, e passou a trabalhar à frente da instituição que se transformaria no conhecido Hospital de Amor.
O que nasceu em Barretos ganhou uma dimensão extraordinária. Hoje, o Hospital de Amor é considerado o maior centro oncológico de atendimento 100% gratuito da América Latina, com unidades de tratamento e prevenção espalhadas por diversas regiões brasileiras, inclusive Campo Grande.
Os números ajudam a mostrar o tamanho dessa obra. Em 2024, foram mais de 2 milhões de atendimentos, entre consultas, exames e procedimentos. Pacientes de mais de 2.500 municípios brasileiros foram alcançados gratuitamente pela instituição.
E não se trata apenas de tratar o câncer. Existe prevenção, pesquisa, tecnologia, formação profissional, reabilitação e atendimento humanizado. O complexo também abriga uma unidade do IRCAD, importante centro internacional dedicado ao treinamento em cirurgia minimamente invasiva.
A Fundação Pio XII avançou ainda sobre outros campos da saúde. Administra, entre outras estruturas, a Santa Casa de Barretos, ambulatórios de especialidades, unidades básicas de saúde e outros serviços. É uma experiência concreta de gestão filantrópica trabalhando também junto ao sistema público.
Henrique Prata certamente aprendeu muito sobre saúde pública e privada ao longo desse caminho. Não por teoria apenas, mas enfrentando diariamente problemas de gestão, dinheiro, tecnologia, atendimento e, principalmente, a realidade de milhares de brasileiros que precisam de tratamento.
Há algo especialmente bonito nisso tudo. Transformar sucesso pessoal em benefício coletivo é uma das formas mais nobres de deixar uma marca na vida. Ganhar dinheiro é legítimo. Construir empresas também. Mas utilizar capacidade, relacionamentos e liderança para cuidar de pessoas é algo maior.
O Brasil discute muito seus problemas e produz especialistas em explicar por que as coisas não funcionam. Henrique Prata pertence a uma categoria mais rara: a daqueles que fazem. Começou com uma missão familiar e ajudou a construir uma instituição que hoje atende pessoas de praticamente todo o país.
Precisamos urgentemente de mais Henriques Pratas. Pessoas capazes de unir iniciativa privada, poder público, filantropia, competência e solidariedade em torno de resultados concretos. Não conheço Henrique Prata. Mas conheço um pouco do que ele construiu. E isso basta para dizer: que brasileiro admirável.
(*) O autor é advogado e professor de direito constitucional.
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