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16.07.2026 Читать источник
Globo и Globoplay запускают документальные проекты о жизни и борьбе с раком Преты Гил

20 июля телеканал Globo и стриминговый сервис Globoplay представят два документальных проекта, посвященных трагической гибели певицы Преты Гил. Произведения, созданные при активном участии семьи артистки и по ее собственному желанию, будут рассказывать о ее жизненном пути с разных сторон.
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Eu estava em casa, no Cosme Velho, separando a roupa para a academia no Leblon, quando o celular tocou com uma chamada de vídeo. Do outro lado, alguém da assessoria contava, com calma, sobre os dois projetos que a Globo preparou para marcar um ano da morte de Preta Gil. Confesso que precisei sentar. Eu amava aquela mulher, amava mesmo, do jeito que a gente ama alguém que consegue fazer rir e emocionar na mesma conversa.
A emissora estreia no próximo dia 20 de julho o documentário “Preta, Eu Não Ando Só”, logo após “Quem Ama Cuida”, enquanto o Globoplay lança, na mesma data, a série documental “Meu Nome é Preta”. As duas produções revisitam a trajetória da cantora, atriz e empresária sob perspectivas diferentes, mas complementares.
O documentário da TV Globo tem direção artística de Monica Almeida, direção de Sandra Kogut, roteiro de Renato Terra, produção executiva de Fernanda Neves e produção de Elaine Sá. A obra foi construída a partir de imagens gravadas pela própria Preta Gil, além de registros feitos por amigos durante o período em que enfrentou o tratamento contra o câncer.
Já “Meu Nome é Preta”, do Globoplay, conta com direção de Mini Kerti, produção de Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil, madrasta da artista. E isso, minha gente, muda tudo. Não é um olhar distante tentando reconstruir uma história. É gente que viveu cada capítulo ajudando a contá-la.
Fiquei especialmente presa a uma frase da diretora Sandra Kogut, lida pela assessoria durante a conversa. Segundo ela, apesar da doença, tudo em Preta Gil era sobre uma imensa pulsão pela vida. Também soube que o convite para esse registro mais íntimo partiu da própria cantora, ainda em 2023. Ela queria que sua história fosse filmada por amigos, de maneira verdadeira, espontânea e fiel à forma como sempre viveu.
As produções também reúnem depoimentos de pessoas que fizeram parte da trajetória da artista, entre elas Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, além dos familiares Francisco Gil, Sol de Maria e Gilberto Gil.
A série “Meu Nome é Preta” terá quatro episódios lançados semanalmente e encerrará sua exibição em 8 de agosto, data em que Preta Gil completaria mais um aniversário. Não parece uma escolha aleatória de calendário. Parece um encerramento pensado para homenagear a artista exatamente no dia em que sua ausência costuma pesar ainda mais.
Vou parar de falar antes que esta coluna vire só sentimento. Porque tem homenagem que nasce para cumprir tabela e tem homenagem que nasce para preservar memória. Pelo cuidado de quem participa, pelo envolvimento da família e pelo desejo da própria Preta Gil de registrar esse período da vida, tudo indica que essa pertence ao segundo grupo. E, sinceramente, acho que vai doer bonito.
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