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02.09.2026 Читать источник
Фестиваль Queer Lisboa откроется 18 сентября с премьерой фильма Иры Сакса

30-й международный фестиваль квир-кино в Лиссабоне стартует 18 сентября с показа фильма «The man I love» в рамках программы, включающей 94 картины из разных стран. Мероприятие продлится до 26 сентября и завершится анимационным фильмом «Tangles», а также ретроспективой, посвященной трем десятилетиям существования фестиваля.
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O festival de cinema Queer Lisboa abrirá no dia 18 com a antestreia do filme “The man I love”, do norte-americano Ira Sachs, numa edição de celebração e também de retrospetiva, foi esta quarta-feira anunciado.
A programação completa da 30.ª edição, divulgada esta quarta, inclui 94 filmes, que são um “sintoma de uma absoluta maturidade do cinema queer”, provenientes do cinema espanhol, africano, asiático e norte-americano.
Para a abertura foi escolhido um filme que afirma Ira Sachs “como um autor incontornável que sabe olhar o legado do New Queer Cinema e trazê-lo para os dias de hoje”, refere a organização.
Exibido este ano em Cannes, “The man I love”, com Rami Malek, Rebecca Hall e Tom Sturridge, “tem como cenário Nova Iorque dos anos 1980, em plena epidemia da SIDA”.
O encerramento do Queer Lisboa, no dia 26, será com a longa-metragem de animação “Tangles”, da realizadora canadiana Leah Nelson, a partir de uma banda desenhada sobre uma família a lidar com o impacto da doença de Alzheimer.
No Queer Lisboa também haverá cinema português, nomeadamente com a estreia de “Não Resta Nada”, primeira longa-metragem do realizador André Godinho e descrita pelo festival como “uma distopia especulativa de indivíduos queer em luta com o mundo”.
O filme, que está na competição Queer Art, é produzido pela Terratreme Filmes e conta com a interpretação de Odete, Paula Sá Nogueira, Rodrigo Vaiapraia, João Duarte Costa, June João, Nádia Yracema, entre outros.
Na competição de curtas-metragens está “A Hora da Estrela”, de Rita Barbosa, e o festival destaca ainda a exibição de uma nova digitalização, feita pela Cinemateca Portuguesa, do filme “Fatucha Superstar — Ópera Rock… Bufa” (1976), de João Paulo Ferreira, inspirado em “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Webber.
O Queer Lisboa tinha já anunciado anteriormente que vai mostrar os filmes “Natal Amargo”, do realizador espanhol Pedro Almodóvar, e “Adolescência, sexo e morte no acampamento miasma”, da norte-americana Jane Schoenbrun, ambos já exibidos no Festival de Cannes.
Também já anunciada é a retrospetiva “Resgatar Futuros: O cinema queer vê-se ao espelho”, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, para assinalar três décadas do festival.
A retrospetiva propõe “um conjunto de filmes que, no seu tempo, procuraram construir utopias e que foram referências em termos de uma ideia de comunidade”, de autores como Cheryl Dunye, James Bidgood, John Greyson, Kenneth Anger, Kim Longinotto, Marlon T. Riggs, Lana e Lilly Wachowski, Lisa Cholodenko, Sally Potter, Su Friedrich, Ventura Pons e Yonfan.
Para a direção do Queer Lisboa, “o extenso programa de 2026 é aglutinador de um passado que idealizou formas de estar no mundo, de um presente que continua a traçar modos de olhar a realidade, e de um futuro que, mesmo em tempos adversos, o festival teima em imaginar esperançoso”.
O Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que tem um orçamento de 150.000 euros, está marcado de 18 a 26 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.
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