Португальский Криминал
07.09.2026 Читать источник
Таролог Майя попала под следствие по делу о сети борделей в Лиссабоне

Португальская полиция расследует деятельность группы, включая телеведущую Майю, подозреваемую в организации сексуальной эксплуатации 80 женщин. В рамках дела, связанного с клубом «Белый слон», прокуратура выявила финансовые потоки более 22 миллионов евро и обвиняет фигурантов в 98 преступлениях по статье о торговле людьми.
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Elefante Branco: Taróloga Maya apanhada em escutas de investigação a alegado esquema de exploração sexual
A taróloga e apresentadora Eunice Carvalho, conhecida do público como Maya, surge numa investigação da Polícia de Segurança Pública (PSP) ao chamado “caso Elefante Branco”, processo que envolve um clube de alterne de luxo em Lisboa onde trabalhariam cerca de 80 mulheres. Luís Torres e Pedro Gameiro estão entre os principais arguidos, num processo que abrange ainda outras seis pessoas e quatro empresas e no qual o Ministério Público (MP) sustenta a existência de um alegado negócio de exploração sexual. As contas de três sociedades associadas ao grupo registaram, entre 2019 e maio de 2025, período em que o esquema foi desmantelado pela PSP, movimentos superiores a 22 milhões de euros.
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Segundo a acusação, citada pelo Jornal de Notícias (JN), Maya terá contactado Luís Torres em fevereiro de 2023 para tentar encontrar uma acompanhante para o amigo de uma amiga, que “queria companhia para estar, para jantar… para essas coisas todas”. Ainda nesse dia, a amiga da taróloga falou diretamente com o empresário ligado ao clube, explicando que o homem, identificado no processo apenas como um editor do Porto, procurava “uma senhora que lhe faça companhia para ir jantar, depois, o que acontecer ou não… isso já é da competência das pessoas, não é?”. A mulher pediu uma acompanhante com “aquele estereótipo americana, loira, com um bonito colo”, ao que Torres respondeu que iria selecionar três ou quatro mulheres com “potencial”. Na conversa, o arguido indicou que o preço habitual rondava os 250 euros por hora, mas admitiu a possibilidade de negociar diretamente com a mulher um “jantar mais noite”, por valores entre 600 e 700 euros.
A acusação descreve ainda outros episódios que, segundo o MP, ajudam a explicar o funcionamento do negócio. Num deles, um conhecido de Torres combinou levar uma equipa de futebol italiana ao Elefante Branco para escolher mulheres que depois seguiriam para o Hotel InterContinental, onde se encontrariam com os jogadores. O empresário terá avisado que o preço seria de 300 ou 500 euros para levar “umas gajas em condições”. Para o Ministério Público, as receitas provinham não só do consumo de bebidas no estabelecimento, mas também dos encontros sexuais. As mulheres receberiam cerca de 25% do valor das bebidas consumidas, enquanto sobre os serviços de prostituição seria aplicada uma taxa de 23%. A Pensão Classe A, adquirida por Luís Torres e apontada como uma peça central do esquema, terá registado mais de dez milhões de euros em pagamentos relacionados com quartos, serviços sexuais, bebidas e outros produtos. Nas contas da empresa foram ainda identificados mais de nove milhões de euros em pagamentos efetuados por clientes e 146 mil euros em dinheiro. O grupo teria também a unidade Nomad 64, utilizada para alojar mulheres, enquanto clientes especiais ou aqueles que comprassem determinadas garrafas de champanhe podiam aceder à sala VIP do clube.
As mulheres, segundo a acusação, estavam sujeitas a regras específicas dentro da organização. A entrada no estabelecimento teria de ocorrer até às 22 horas e, para que uma mulher pudesse sair com um cliente para um encontro sexual, este teria primeiro de consumir pelo menos duas bebidas. Embora o preço dos serviços fosse definido pelas próprias mulheres, o valor mínimo recomendado seria de 200 euros. Os encontros poderiam decorrer na pensão associada a Luís Torres, num hotel ou na residência do cliente. O grupo estabeleceria ainda regras relativas ao comportamento e à indumentária e controlaria os alojamentos, podendo impedir a permanência das mulheres caso estas recusassem prostituir-se. Duas mulheres provenientes do Brasil terão sido encaminhadas diretamente para uma residencial por indicação de Luís Torres. O arguido está acusado de associação criminosa, branqueamento, 98 crimes de tráfico de pessoas para exploração sexual e nove crimes de lenocínio, enquanto Pedro Gameiro, ligado à segurança do clube, responde pelos mesmos 98 crimes de tráfico de pessoas.
O processo inclui ainda referências a outros episódios relacionados com os clientes do estabelecimento. Segundo o MP, um empresário que terá gasto mais de 20 mil euros numa única noite contactou Luís Torres no dia seguinte para lhe perguntar se tinha reparado no montante despendido e pediu que lhe fosse enviada uma mulher para o hotel. Na mesma conversa terá feito uma “encomenda” que, de acordo com a interpretação da acusação, seria de droga. Contactada pelo JN sobre a sua presença nas escutas e o processo, Maya confirmou ter conhecimento da existência do caso, mas afirmou desconhecer o respetivo conteúdo. A apresentadora considerou “não ser oportuno” pronunciar-se nesta fase e garantiu que falará sobre o assunto “se for caso disso”, em sede própria.
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269 likes, 30 comments - taro_lu_vl on August 30, 2026: "#таро #любовь".
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