Португальский Общество
03.09.2026 Читать источник
Синдикат миграционных специалистов назвал рост штата АИМА на 17% обманчивым из-за высокой текучести кадров

Синдикат техников миграции (STM) опроверг данные Агентства по интеграции, миграциям и убежищу (АИМА), указав, что рост персонала в 17% нивелируется 19% увольнений за тот же период. Организация предупредила, что низкая удерживаемость сотрудников подрывает операционную способность агентства и требует постоянных затрат на переподготовку.
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A AIMA anunciou um crescimento de 17% de recursos humanos em dois anos, mas o Sindicato dos Técnicos de Migração considerou que é “um número enganador”, contrapondo a saída nesse período de 19% dos trabalhadores e um saldo real negativo.
Em comunicado, divulgado na quarta-feira, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) adiantou que “registou um crescimento significativo dos seus recursos humanos entre julho de 2024 e julho de 2026, traduzindo um reforço efetivo de 17% no conjunto da instituição”, considerando o aumento “um passo decisivo na consolidação da capacidade operacional da AIMA, num período marcado por exigência, transformação e forte pressão sobre os serviços públicos”.
Em resposta, o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) disse que “o número é enganador“.
“No mesmo período, a saída de trabalhadores aumentou 19%. O saldo real é, portanto, negativo”, defendeu o sindicato.
O STM disse que este défice de trabalhadores “tem impacto direto na capacidade de resposta da AIMA”, uma vez que cada trabalhador que sai “leva consigo anos de experiência acumulada, conhecimento de processos, legislação e práticas que não se recuperam com a simples entrada de novos trabalhadores”.
“O STM alerta para a apresentação de percentagens descontextualizadas que criam uma perceção artificial de crescimento. Um aumento de 17% na entrada, sem divulgar quantos permanecem após o período de consolidação de seis meses, não descreve a realidade operacional. O sindicato questiona: quantos dos que entram continuam ao fim de seis meses? Com base nos relatos dos associados, a estimativa é clara: não chega a 2%”, lê-se no comunicado do STM.
Para o sindicato, “uma taxa de retenção tão baixa compromete a continuidade do serviço, aumenta a rotatividade e obriga a ciclos permanentes de formação, sem ganho efetivo de capacidade”.
A Lusa questionou a AIMA sobre o impacto da entrada de trabalhadores na redução de pendências nos processos na agência, nomeadamente autorizações de residência e manifestações de interesse, entre outros, e aguarda resposta.
No comunicado divulgado na quarta-feira, a AIMA adiantava ainda que o crescimento de efetivo “é especialmente significativo na AIMA, EPE, estrutura dedicada à modernização tecnológica e à transformação digital dos serviços, que registou um aumento de 35% no Departamento de Recursos Humanos, no mesmo período”.
Adiantava ainda que as projeções para este mês de setembro colocam a AIMA a “atingir uma percentagem de aumento de recursos humanos geral de cerca de 20% e a AIMA, EPE a alcançar um crescimento de 48%, o que reforça de forma significativa a capacidade tecnológica e a resposta digital da instituição”.
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